Movimentos Sociais e a Luta pela Moradia
As cidades nos
oferecem um cenário em que as lutas sociais são significativas, pois
além de um local de trabalho e moradia, é o palco em que as
desigualdades sociais geram muitos conflitos.É também um produto
social e expressa
a disparidade que é decorrente ao modo de produção capitalista, visível
nas áreas residenciais. São ainda um lugar do cotidiano no qual
convivem crenças,valores e mitos.
Nas cidades
encontramos territórios diferenciados, que definem o lugar de cada
cidadão e cada grupo, seria como um movimento de separação na qual
atribui função social a cada localidade.Nos jornais e meios de
comunicação tenta-se esconder o conflito, uma vez que as diferenças são
visíveis e então mais é acirrado o confronto.
As desigualdades
sociais, expressam na concentração de renda, refletem a ausência de uma
moradia digna para a população de menor poder aquisitivo.
A chamada
"Questão Urbana" tem-se tornado cada vez mais num assunto de interesse
nacional.A densidade populacional principalmente nas grandes cidades tem
sido responsabilizada por violência e caos, de tal forma que a chamada
"guerra de classes" torna-se impensável sem a marca do urbano.
O debate sobre
moradia teve centralidade no Brasil a partir de reivindicações e
manifestações de movimentos sociais que colocaram em cheque os problemas
urbanos criados pelo processo desordenado de ocupação territorial.Um
destaque para esses movimentos é que em 1988 a luta empreendida pelo
MNLM (Movimento Nacional de Luta pela Moradia) é que pela primeira vez
em nossa história o assunto foi debatido e elaborado na Constituição
Federal um capítulo específico sobre política urbana.
Enfim, todos tem
direito a moradia, na qual não se resume só em casa pra morar, mas sim,
em estrutura básica como água,esgoto,coleta de
lixo,escolas,bibliotecas,creches,áreas para lazer etc.Um direito que é
garantido por lei.


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